Avaliações audiológicas devem ser realizadas sempre que sintomas como diminuição de audição, secreção, dor de ouvido, sensação de ouvido tampado ou zumbido são identificadas.

Por tanto a hora de buscar a ajuda profissional e realizar a avaliação audiológica completa pode também ser uma necessidade preventiva. Fale conosco para agendar!

Audiometria:

A audiometria é um exame que avalia a capacidade do paciente para ouvir sons.

Geralmente esse exame é pedido quando, numa consulta médica, o paciente ou seus familiares alegam que ele está “ouvindo pouco”, mas pode servir também para complementar outros diagnósticos (traumas, infecções, condições hereditárias, etc.).

Imitanciometria:

A imitanciometria, também chamada de impedanciometria, faz parte da bateria de exames clínicos para diagnóstico de diversos problemas auditivos.

Com esse exame, a imitanciometria avaliamos as condições do tímpano, dos ossículos da orelha média (martelo, bigorna e estribo) e da tuba auditiva.

Processamento Auditivo Central:

Exame que avalia como o cérebro processa (analisa e interpreta) às informações que o indivíduo escutou.Alterações de processamento auditivo central podem ocorrer mesmo em pessoas com audição normal.

Emissão Otoacústica:

É o mais novo método para a detecção de alterações auditivas de origem coclear. Pode ser realizado em qualquer faixa etária, ressaltando-se sua aplicação em recém-nascidos, famoso como TESTE DA ORELHINHA.

Otoneurológico:

É indicado nos casos de tontura, vertigem, náusea, zumbido, perda auditiva neurossensorial etc.

Trata-se de um conjunto de testes que são feitos para testar a função do labirinto, um pequeno órgão do corpo localizado no interior do ouvido, cuja função é ajudar o corpo a se posicionar em relação a um determinado ambiente e controlar o seu equilíbrio físico.

BERA

BERA é o nome mais conhecido deste exame, embora seja uma abreviação do inglês (Brainstem Evoked Response Audiometry).

Agora começa a ser chamado também de PEATE (Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Cerebral). É um exame que analisa todo o percurso do som, desde que entra no ouvido até o tronco encefálico. Portanto ele analisa a integridade das vias auditivas nervosas. Esta região é responsável pela integração das informações para o cérebro.

O BERA faz isso através do registro das atividades elétricas que ocorre no sistema auditivo.

  • Identifica anormalidades neurológicas do nervo auditivo até o tronco encefálico e pesquisa limiar auditivo.
  • Avaliar a audição, quando os demais testes audiométricos não são possíveis ou são inconclusivos, como pode ocorrer com adultos ou crianças não cooperantes, ou com comprometimentos neurológicos;
  • Realiza triagem nos recém-nascidos de alto risco, devido ao grande número de crianças que podem apresentar comprometimento neural;
  • Identifica de tumores do nervo auditivo com dimensões maiores que um cm de diâmetro;
  • Identifica lesões difusas como a esclerose múltipla, em combinação com outros exames;

Casos de aplicação do BERA:

Utilizado nas alterações não identificadas radiologicamente como é o caso das Neuropatias Auditivas;
Os recém-nascidos que possuem algum indicador de risco para a deficiência auditiva deverão realizar a Triagem Auditiva Neonatal com esse procedimento.

Na monitoração intra-operatória do estado funcional do sistema auditivo, durante neurocirurgias de fossa posterior; Em pacientes em estado de coma, para fazer o prognóstico neurológico e determinar se a morte cerebral está presente.

Como é realizado o BERA:


O teste é indolor e não tem efeitos colaterais ou consequências significativas. Coloca-se o paciente deitado com fone nas duas orelhas. Sons são produzidos no fone. Eletrodos são colocados na testa e atrás da orelha para captar o registro das atividades elétricas.

O paciente é instruído a ficar em silêncio e o mais relaxado possível, enquanto durar o exame.
As contrações musculares podem atrapalhar o registro das informações portanto crianças pequenas e bebês devem estar dormindo ou sonolentos para que fiquem tranquilos e o exame apresente boa qualidade.

A sala deve ser um ambiente silencioso, tratada eletricamente para que não ocorram interferências de ruído elétrico de fundo, podendo estes prejudicar a análise dos traçados.

Quando finalizar o paciente pode perfeitamente voltar às atividades que necessite desempenhar.